sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Não faltou amor. Não da minha parte..."
"Alô? (…) Queria saber se você quer sair para beber alguma coisa?
E ouvir umas histórias. Contar algumas também. Botar a conversa em dia? Falar sobre nós um pouco, talvez. Contar umas estrelas. Fazer uns pedidos. Quem sabe realizar alguns meus. Rir um pouco. Sentir-se leve. Esquentar um pouco os pés frios? O coração vazio. Se não quer sentar e relembrar o passado. Matar essa saudade. E essa vontade. Quem sabe sentir alguma vontade. Não sei? Queria saber se você não está a fim de amar um pouco? Se aceita ser amado. E me amar.
Aí a gente pode bater um papo..."
(Caio Fernando Abreu)
"E ele por onde anda?"
(Caio Fernando Abreu)
"Bateu saudade, bateu vontade, bateu curiosidade, menos você aqui na minha porta..."
"Há muito tempo eu não perdia uma noite por causa de alguém. Talvez tenha sido a pior noite da minha vida depois que te conheci. Engraçado, porque todas às noites eu vou dormir com você na cabeça, mas dessa vez foi diferente. Foi diferente porque ontem eu não senti saudade como o de costume, era só tristeza mesmo. O que eu sentia era uma imensa vontade de por um ponto final nessa nossa história sem começo. Mas, ao mesmo tempo eu queria acreditar que você era diferente, porque eu sempre tive esperança em você, sempre achei que você iria me fazer ver o mundo com outros olhos. Acordei lembrando que havia sonhado com você. Agora nem dormir em paz eu posso mais, ver você se tornou uma questão de fechar os olhos. Mas, decidi que preciso te esquecer. Só que eu acabo lembrando, de como você é lindo quando ta comigo, do seu sorriso, dos seus olhos fixados nos meus. Durante muito tempo eu esperei por você, mas infelizmente, eu não moro em um castelo e muito menos sou uma princesa, pra ficar procurando em você um príncipe pro meu conto de fadas. A não ser que você construa um castelo e me peça pra ficar e nunca mais desistir de você."
(Noite Passada, Tati Bernardi)
- Estou precisando de uma caixa nova.
- Pra que?
- Guardar a minha coleção de decepções.
(Caio Fernando Abreu)
"Agora eu tô te amando quietinha, sem mandar cartas, sem discar o seu número, sem passar em frente a sua casa. Afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos, se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível? De quê adianta eu dá píti quando mais uma menina idiota vem pedir seu telefone, recusando todas as suas circunstâncias (que só eu sou obrigada a lembrar), se você não dá um passo em minha direção pra que elas vejam pra onde o seu destino aponta? De quê adianta ter toda a certeza do mundo de que eu sou a mulher da sua vida, se eu não faço parte da sua vida?"
(Tati Bernardi)
"Zé, me adota. Cuida das minhas dores e dos meus anseios. Me olha no fundo dos olhos. Enxerga minha alma. Juro que não sou chatinha não. Não tenho frescura, não gosto das coisas tão certinhas. Não fico horas na frente do espelho mexendo no cabelo e tenho as unhas bem, bem feinhas. Sabe, Zé, tô precisando tanto de alguém que me proteja dos meus medos. Dos meus anseios. Zé, me carrega nas costas e me faz rir o riso mais doce puder. Pega a colcha de retalhos, um filme bem sessão da tarde, coloca a pipoca no forno e deixa que eu arrumo o sofá. Mergulha por entre os cobertores e me deixa deitar no teu ombro. Zé, ri da vida comigo. Me morde. Passa teu nariz na minha face fazendo dengo. Vem ser dengoso comigo, Zé, vem. Deixa eu meter as mãos por entre os teus fios de cabelo e te tocar o rosto de pele aveludada. Me deixa te olhar sem falar nada. Me deixa ver a beleza desses teus olhos verdes. Fala nada não. Fica quietinho. Zé, você é lindo. Põe-me nos braços e me chama de tua. Ai, Zé, te quero tão bem. Faz acontecer em câmera lenta. Aumenta o volume do rádio e dança o passo mais desengonçado junto ao meu pela sala. Tropeça e cai no chão. Me leva junto pro chão, Zé. Me faz cócegas e canta qualquer coisa no meu ouvido. Desafina. Afina. Sussurra. Diz que vai me proteger e não me deixa ir embora. Zé, não vai embora. Fica. Cuida de mim. Não se perde. Pega o papel e assina. Vai Zé, me adota..."
"Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem."
(Tati Bernardi)